Bad Bunny se apresentou no show de intervalo do Super Bowl neste domingo (08) e, além da setlist cheia de hits, surpreendeu o público pela escolha dos looks. O astro porto-riquenho subiu ao palco com peças assinadas pelo time da Zara, rede de lojas sediada na Espanha.
Benito escolheu roupas off-white para se apresentar. O primeiro look trazia uma peça inspirada em uma jersey esportiva, com o número 64 na frente e seu sobrenome Ocasio na parte de trás. Ele completou o look minimalista com uma calça de alfaiataria e um tênis da Adidas de sua própria coleção.
Não existe confirmação para a escolha de 64, mas uma das explicações possíveis é ter sido o ano da assinatura da Lei dos Direitos Civis nos Estados Unidos, que proíbe a discriminação por cor, raça, nacionalidade, orientação sexual e identidade de gênero. Outra teoria que circula na internet é a possibilidade de ser o ano de nascimento de sua mãe, Lysaurie Ocasio, já que ele escolheu o sobrenome da família materna para estampar a roupa.
Na hora de dividir palco com Lady Gaga, que se apresentou no mesmo evento em 2017, Bad Bunny trocou a jersey por um blazer de abotoamento duplo, mantendo a mesma tonalidade neutra do off-white. Confira registros na galeria de fotos acima!
A escolha de Bad Bunny como ato do intervalo do Super Bowl poderia ser facilmente justificada pelo fato de ele ser um dos cantores mais populares do mundo na atualidade. O porto-riquenho foi o artista mais reproduzido do Spotify no ano passado, posto que ele alcançou pela quarta vez.
No entanto, em tempos de repressão aos imigrantes latinos, intensificado pela ação truculenta do ICE, o serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos, com detenções e deportações em larga escala e inúmeras violações dos direitos humanos, o show se tornou um ato político.
Bad Bunny cantou e falou em espanhol, ergueu a bandeira de Porto Rico e pediu que Deus abençoasse a América, bordão utilizado muitas vezes pelos conservadores ditos patriotas. Em seguida, lembrou ao mundo o que é a América e citou todos os países que fazem parte do continente, entre eles, o Brasil. Um telão exibia a frase "A única coisa mais poderosa que o ódio é o amor".
Como já era de se esperar, o show enfureceu Donald Trump. "Ninguém entende uma palavra do que esse cara está dizendo, e a dança é repugnante. Esse 'show' é um tapa na cara do nosso país”, disparou o presidente, que aparece diversas vezes nos documentos do predador sexual Jeffrey Epstein, divulgados recentemente pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos.